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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Alunos medalhistas da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica)



O Colégio Nossa Senhora das Graças parabeniza os alunos(as) medalhistas da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e a equipe de Física pela dedicação.

Dara Medeiros
Medalha: Bronze

Joao Vitor Freitas Lobo
Medalha: Prata

Lia Martins de Souza
Medalha: Bronze

Mariana Martins Lemos
Medalha: Bronze

Martan Barroso Castelo Branco
Medalha: Prata

Mateus Chaves de Oliveira
Medalha: Ouro

Raul Carvalho Ribeiro
Medalha: Bronze

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Alunos classificados para 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Física



O Colégio Nossa Senhora das Graças parabeniza os alunos classificados na 2ª fase da OBF (Olimpíada Brasileira de Física) e a equipe de Física pela dedicação.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

OBF, OBA e MOBFOG - Dúvidas Frequentes



Olá, caros(as) alunos(as), participem das Olimpíadas Brasileiras de Física (OBF) e de Astronomia e Astronáutica (OBA) e ainda da Mostra Brasileira de Lançamento de Foguetes (MOBFOG). Procurem os auxiliares de apoio e façam suas inscrições, fornecendo apenas seu nome completo, número e turma. Vale lembrar que os inscritos na MOBFOG devem participar obrigatoriamente da OBA. As inscrições são gratuitas e quem desejar pode participar somente da OBF ou da OBA. As datas encontram-se abaixo:

Período de inscrições em qualquer uma das olimpíadas: 15/04 a 29/04.
Data da realização da OBA: 13/05.
Data da realização da OBF: 19/05.

Dúvidas frequentes.

a) É necessária alguma nota mínima para se inscrever?
Não! Basta o aluno se inscrever; a única coisa que o colégio solicita é o comparecimento no dia da prova, pois, caso o aluno se inscreva e não participe, entraremos em contato com os pais para saber o motivo real do não comparecimento. Este tipo de medida será tomada para evitar, dentre outras coisas, o desperdício de papel para a reprodução das provas.

b) Qual o assunto que será cobrado em cada prova?
Nas aulas de aprofundamento são resolvidos exercícios englobando os assuntos de cada prova, porém, caso deseje um maior detalhamento, seguem os links:


c) Onde posso conseguir material para a elaboração do foguete e quais são as regras para a confecção do mesmo?
Você pode consultar diretamente o professor Paulo César ou acessar o link:

d) Onde será realizada cada prova?
A OBA possui apenas uma fase e será realizada no próprio colégio, porém acontecerá no turno contrário ao do(a) aluno(a); a mostra de foguetes, por sua vez, será realizada no dia 21/05, às 8h, em local a ser definido pela comissão, devido à necessidade de locação de um espaço amplo para a prática. A prova da OBF apresenta 3 fases: a primeira será realizada no próprio colégio, em turno contrário ao do aluno; as demais fases serão realizadas em outras instituições de ensino que serão repassadas para o coordenador de área (Professor Paulo César) de cada colégio, com um prazo médio de 2 semanas antes da prova.

e) O colégio leva os alunos aos locais de prova da OBF?
Sim, porém o translado de volta será de responsabilidade dos pais.

f) Terá alguma pontuação extra para as provas?
Sim! Quem participar da MOBFOG terá uma pontuação proporcional ao alcance realizado pelo foguete. Essa pontuação será fornecida pelo professor Paulo César na forma de uma tabela de distâncias que serão afixadas em sala no dia 19/04.

g) A Olimpíada de Lançamento de Foguetes pode ser feita em equipe? 
Sim! De 3 a 5 componentes da mesma série e turma.

h) Existe alguma nota mínima na OBA?
Para o aluno que participar apenas da OBA,  não; no entanto, aquele que participar da MOBFOG terá de tirar, pelo menos, 5,0 na OBA, senão será desclassificado. 

i) Caso algum aluno seja desclassificado na OBA, a equipe da MOBFOG fica também prejudicada?
Não, somente a pessoa desclassificada.

terça-feira, 22 de março de 2016

O que você precisa saber sobre CATARATA


Catarata é a opacificação de uma estrutura que age como uma lente dentro dos olhos, chamada de cristalino. As causas são variadas: idade (senil), após traumatismos oculares, após inflamações intraoculares (uveíte crônica), diabetes, uso de corticoides (medicamento muito usado nas doenças reumáticas), congênita (já existente ao nascer), entre outros.

O diagnóstico da catarata geralmente leva o paciente a uma ansiedade muito grande e algumas perguntas surgem de imediato. Veja algumas e tire suas dúvidas. Nós conversamos com o oftalmologista Giuliano Pires, do CLDO.

O que fazer em caso de diagnóstico de catarata?
Depende da intensidade da catarata e do quanto ela prejudica a visão. 

Óculos não melhoram?
Uma catarata inicial só muda o grau e, nestes casos, a mudança do grau dos óculos é suficiente para melhorar a visão naquele momento.

Como podemos evitar sua progressão?
Importante ressaltar que, uma vez iniciado o processo da opacificação do cristalino, não dispomos de nenhum meio efetivo para atrasar ou evitar sua progressão (embora haja alguns colírios no mercado, não há comprovação científica).

É necessário aguardar a catarata “madurar”?
MADURAR a catarata é uma expressão usada para definir o momento certo para a cirurgia. Há alguns anos, com técnicas cirúrgicas menos seguras, geralmente “madurar” significava cegueira neste olho. Assim, operava-se quando a pessoa não mais enxergava. Atualmente, como o advento da FACOEMULSIFICAÇÃO (Cirurgia Moderna de Catarata), a decisão da cirurgia baseia-se não só na visão diminuída, mas também na ocupação da pessoa, na idade, no quanto a catarata está dificultando as funções habituais.

Qual a diferença entre a moderna cirurgia de catarata e a tradicional?
Designamos FACOEMULSIFICAÇÃO como Moderna Cirurgia de Catarata, por ser uma técnica bastante avançada. Através de um orifício de pouco mais de dois milimetros, um aparelho emite ondas de ultrassom dentro do olho, derrete e aspira a catarata. Através desse orifício, coloca-se um cristalino artificial (lente) dobrado. Isso geralmente dispensa o uso de sutura (ponto), tornando a recuperação visual mais rápida e a cirurgia mais segura.

A cirurgia de catarata tem riscos?
Como todo e qualquer procedimento cirúrgico, ela não está isenta de riscos, porém temos que lembrar que catarata é uma doença e precisa ser tratada.

Uma pessoa com mais de 80 anos pode fazer cirurgia?
O tipo de catarata mais frequente é o relacionado à idade. A anestesia é local e, com uma avaliação clínica prévia, pode-se submeter à cirurgia sem maiores riscos à sua saúde. Se um paciente já tem com a idade vários problemas, imagine também não enxergar, atrapalhando para andar, para se relacionar com as pessoas etc. E a catarata é a maior causa de cegueira evitável do mundo!

É verdade que, nos pacientes diabéticos, a recuperação é pior (não cicatriza)?
A recuperação do paciente diabético controlado é equivalente a do não diabético. É importante que ele esteja bem controlado e que uma avaliação oftalmológica prévia seja bem feita para detectar outras causas de baixa visual no paciente diabético como a retinopatia diabética.

E a cirurgia de catarata a laser?
Recentemente, a cirurgia de catarata a laser entrou no Brasil e veio trazer ainda mais precisão ao procedimento.

A cirurgia e a recuperação da facoemulsificação são dolorosas?
Não, o procedimento dura em torno de 15 minutos, o paciente não costuma sentir dor nem durante, nem no período seguinte à cirurgia. O repouso é relativo, evitando realização de grandes esforços físicos, mas os pacientes podem retornar às suas atividades geralmente num tempo muito inferior ao de antigamente.

Podemos operar a catarata sem implantar a lente intraocular?
Uma preocupação frequente dos pacientes diz respeito à lente intraocular. É importante ressaltar que, ao operar a catarata, extraímos uma lente natural do olho e ela precisa ser reposta, caso contrário, voltaremos 50 anos atrás, quando os pacientes operavam a catarata e ficavam dependentes daqueles óculos com grau enorme (as chamadas lentes “fundo de garrafa”). Nos últimos anos, dispomos de um grande arsenal de tipos de lentes intraoculares. Elas diferem no material, no tamanho, uni ou multifocais. Todas estas diferenças são resultados de pesquisas com o intuito de diminuir a dependência dos óculos, materiais biocompativos. Somente o médico oftalmologista pode indicar a melhor lente para cada caso.

Fonte: Jornal - Diário do Norteste

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cientistas detectam ondas gravitacionais



"Detectamos as ondas gravitacionais, conseguimos!",
disse entre aplausos David Reitze, físico da Caltech

Em um marco para a física e a astronomia, cientistas de vários países anunciaram ontem ter detectado de forma direta as ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo que foram previstas por Albert Einstein em 1915.

“Detectamos as ondas gravitacionais, conseguimos!”, disse entre aplausos David Reitze, físico da Caltech (California Institute of Technology) e diretor do laboratório Ligo (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory).

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada em Washington.

As ondas foram detectadas em setembro do ano passado, após 50 anos de esforços, graças aos instrumentos do Ligo.

“Esta descoberta é o início de uma nova era; a era da astronomia das ondas gravitacionais já é uma realidade”, disse Gabriela González, porta-voz da equipe Ligo e professora de astrofísica na universidade estatal de Louisiana.

“Graças a esta descoberta, a humanidade embarca na maravilhosa exploração dos lugares mais extremos do Universo, onde se formam objetos e fenômenos pela deformação do espaço-tempo”, disse Kip Thorne, professor de física teórica na Caltech.

“Este passo marca o nascimento de um domínio inteiramente novo da astrofísica, comparável ao momento em que Galileu apontou pela primeira vez seu telescópio ao céu” no século XVII, disse France Cordova, diretora da Fundação Nacional Americana de Ciências (National Science Foundation), que financia o laboratório Ligo.

Dois buracos-negros se chocaram há 1,3 bilhão de anos. O cataclismo lançou estas ondas em todas as direções até que chegaram à Terra no dia 14 de setembro, onde foram captadas por instrumentos instalados nos Estados Unidos.

Esta descoberta foi feita em colaboração com equipes de investigação europeias, especialmente de França, Itália e Alemanha.

As ondas gravitacionais são produzidas por perturbações na trama do espaço-tempo pelos efeitos do deslocamento de um objeto de grande massa. Estas perturbações se deslocam na velocidade da luz em forma de ondas e nada as detêm.

Este fenômeno, previsto por Einstein há um século, costuma ser representado como a deformação que ocorre quando um peso repousa sobre uma rede. Neste caso, a rede representa no tecido do espaço-tempo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Nasa anuncia descoberta de água em estado líquido em Marte


Cientistas encontraram água em estado líquido em Marte - informou a agência espacial americana, Nasa. “Marte não é o planeta seco e árido que pensávamos no passado que era”, afirmou Jim Green, diretor de ciências planetárias da Nasa, em coletiva de imprensa. “Sob certas circunstâncias, foi achada água líquida em Marte”, acrescentou.

As marcas escuras e estreitas, de cerca de 100 m de comprimento por 5 m largura, foram registradas pela sonda MRO em Marte
As marcas escuras e estreitas, de cerca de 100 m de comprimento
por 5 m largura, foram registradas pela sonda MRO em Marte

Há muito tempo os cientistas supõem que, em algum momento de sua história, o Planeta Vermelho teve água que, ao fluir, formou vales e canhões. “A coisa realmente interessante neste caso, é que nossa busca sobre este passado de Marte, e a possibilidade de existir vida por lá, foi realmente sobre procurar fósseis químicos de possíveis vidas passadas em Marte”, explicou o astronauta John Grunsfeld, que também é administrador associado da diretoria de missão científica da Nasa.

Com diversas missões para Marte já nos estágios de planejamento, a questão de se há vida no planeta é agora “um questionamento concreto, que poderemos responder”, disse Grunsfeld. A presença de água também vai tornar mais fácil o envio de missões tripuladas por seres humanos ao planeta vermelho, um objetivo que a Nasa tem para 2030. “Para sermos capazes de viver na superfície, os recursos estão lá”, afirmou Grunsfeld.

A água é “crítica”, disse, mas o planeta também oferece outros elementos-chave como nitrogênio, que pode ser usado para cultivar plantas em estufas, e os tipos de sais que podem ser usados para fazer combustível de foguete. Os especialistas acreditam que a presença de água em Marte mudou há três bilhões de anos devido a mudança climática. “Parece que quanto mais estudamos Marte, mais aprendemos sobre como a vida pode ser mantida e sobre onde há recursos para apoiar a vida no futuro”, afirmou Green. (Das Agências de Notícias)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Nasa divulga imagens raras da conquista da Lua


Um arquivo de mais 11 mil imagens das missões Apollo foi disponibilizado na web, e em uma página do Flickr. As imagens históricas de todas as missões tripuladas realizadas entre 1961 e 1972 foram escaneadas e postadas online em um projeto que já dura 15 anos

A equipe da missão Apollo 9 inicia uma caminhada espacial

Kipp Teague é o fundador do Project Apollo Archive e disse à BBC que “grandes cortes de orçamento” levaram a agência espacial americana a admitir que não tinha os recursos para publicar esse acervo. Então, Teague resolveu publicar as fotos online.

O projeto foi criado em 1999 e era, como o próprio Teague escreveu no site, uma “retrospectiva pessoal da era da corrida espacial”. Mas ele começou a ser questionado sobre sua decisão de editar algumas imagens.

Esta é uma imagem da órbita lunar feita durante a missão Apollo 15

Então, desta vez, Teague postou as imagens sem edição, em alta resolução. “Muitas vezes, durante todos estes anos, me perguntaram se eu poderia disponibilizá-las de um jeito mais acessível. Senti que era o momento que mostrar as versões com resolução total, sem edição”, disse Teague à BBC.

Uma imagem mais próxima da superfície da Lua

As imagens finais foram coletadas nos últimos “quatro ou cinco anos” e mostram desde imagens da Terra e da Lua até as fotos mais famosas das caminhadas na Lua.

A galeria de fotos é um projeto que Teague lançou em colaboração com a revista Apollo Lunar Surface Journal , de Eric Jones, que Teague descreve como “a bíblia das missões Apollo”.


Acervo chegará a 13 mil

No momento são pouco mais de 11 mil fotos carregadas no Flickr, mas Teague espera conseguir colocar 13 mil imagens dentro de poucos dias. E, por enquanto, a página já conta com mais de 20 mil seguidores, algo que surpreendeu Teague. “Acho que isto significa que o apetite (pela história espacial) existe no mundo todo.”

Cada foto tirada na Lua pelos astronautas foi feita com antigas câmeras Hasselblad, que ficavam presas no peito do astronauta. Além destas, também foram colocadas no Flickr imagens das jornadas dos astronautas entre a Terra e a órbita lunar.


É possível ver também fotos de eventos nem tão importantes, como os astronautas comendo a ração que podiam levar nas viagens, testando veículos de exploração lunar ou simplesmente sorrindo para a câmera, usando os antigos trajes e equipamentos. (das agências de notícias)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Japonês e canadense ganham Nobel por descoberta sobre neutrino



O japonês Takaaki Kajita e o canadense Arthur B. McDonald foram anunciados ontem como os vencedores do prêmio Nobel de Física em 2015 por suas “descobertas históricas” sobre o neutrino, uma partícula cósmica fundamental para compreender o universo e sua origem.

Kajita, nascido em 1959, e McDonald, nascido em 1943, refutaram um princípio da física quântica, admitido durante muito tempo, segundo o qual o neutrino não tinha massa: assim, a revelação de ambos representa o triunfo da matéria sobre a antimatéria.

Seus trabalhos conduziram à “conclusão, de considerável alcance, de que os neutrinos, durante muito tempo considerados como carentes de massa, a possuem, apesar de frágil”, destaca o júri, que elogiou a “descoberta histórica”. Isto permite compreender o funcionamento interno da matéria e um melhor conhecimento do universo, explicou o júri da Real Academia Sueca de Ciências.

Contactado pela Fundação Nobel, Takaaki Kajita contou que recebeu a notícia do prêmio de colegas suecos, quando consultava seus emails.

“É uma verdadeira surpresa para mim. É um pouco difícil de acreditar”. disse.

Arthur McDonald afirmou que compartilhava o prêmio “com vários colegas que realizaram um trabalho considerável”. O neutrino, partícula elementar da matéria - que pode ser comparado a uma partícula-fantasma ou a um camaleão - está um bilhão de vezes mais presente no universo que cada um dos integrantes do átomo, mas, apesar disto, é incrivelmente difícil de ser detectado.

O neutrino, que intriga os físicos desde os anos 60, está, de fato, desprovido de carga elétrica, o que permite atravessar todo tipo de obstáculos. Sua existência foi formulada em 1931 pelo austríaco Wolfgang Pauli, prêmio Nobel de 1945, e demonstrada de maneira experimental 25 anos mais tarde pelo americano Frederick Reines, prêmio Nobel 1995.

Em 2002, o Nobel recompensou o americano Raymond Davis Jr e o japonês Masatoshi Koshiba, que revelaram as famosas oscilações do neutrino: ao propagar-se no espaço a uma velocidade próxima à luz, o neutrino tem a curiosa faculdade de metamorfose em três formas ou identidades diferentes.

Mas o neutrino ainda permanecia com seus segredos, pois os cientistas discordavam sobre a massa desta partícula: alguns a consideravam nula e outros muito frágil, inferior à milionésima parte da massa do elétron.Por isto, um dos grandes desafios é “captar” os evasivos neutrinos.


Saiba mais

Enquanto milhares de bilhões de neutrinos atravessam nosso corpo a cada segundo na velocidade da luz sem que sintamos absolutamente nada, Takaaki Kajita e Arthur McDonald conseguiram provar que os neutrinos são verdadeiros camaleões capazes de se transformar e inclusive, às vezes, voltar a seu estado inicial.Emitidos pelas estrelas e a atmosfera, também podem ser criados pela radioatividade beta, como a que é gerada pelas centrais nucleares.Atualmente, três espécies de neutrinos foram identificados. O neutrino do elétron, neutrino do múon, associado a um elétron pesado e o neutrino do tau, associado a um elétron ainda mais pesado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"E... assim surgiu a luz"



Painel Universo em Evolução. Concepção de Augusto Damineli e
 ilustração de Paulo R. F. Santiago.
Estamos no Ano Internacional da Luz. A 68ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, ocorrida no dia 20 de dezembro de 2013, proclamou o ano de 2015 como o Ano Internacional da Luz e das tecnologias baseadas em luz. Em quase todos os países do mundo estão sendo realizadas milhares de atividades tais como: exposições, palestras, experimentos, seminários, cursos, congressos, publicações para difusão e vários outros eventos alusivos à luz. A abertura ocorreu em Paris nos dias 19 e 20 de janeiro deste ano e o encerramento será no México entre os dias 4 e 6 de fevereiro de 2016, com solenidade a ser realizada na cidade de Mérida, que fica próxima a um dos mais antigos observatórios astronômicos conhecidos – El Caracol. 


Os anos internacionais são definidos pela Assembleia Geral da ONU que convoca sua vinculada, Unesco, para implementá-los entre os países que concordam em participar. Eles ocorrem desde o ano de 1957, que foi definido como sendo o Ano Internacional da Geofísica. O ano de 2005 foi proclamado como Ano Internacional da Física, em comemoração aos 100 anos em que Albert Einstein publicou seus artigos sobre a Teoria da Relatividade. Em 2009, tivemos o Ano Internacional da Astronomia, onde celebramos os 400 anos que Galileu Galilei apontou pela primeira vez um telescópio para o Céu.

O Ano Internacional da Luz tem como objetivos a celebração de alguns fatos importantes relacionados à luz na história da ciência. São eles: Os 1.000 anos da óptica árabe, com os trabalhos de Ibn Al-Haytham no ano de 1015; Os 200 anos do comportamento ondulatório da luz proposto pelo físico francês Augustin-Jean Fresnel (1788-1827); 150 anos da Teoria Eletromagnética da Luz do físico britânico James Clerk Maxwell (1831-1879); 110 anos da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein e também os 100 anos dos seus trabalhos sobre o Efeito Fotoelétrico; 50 anos da descoberta da Radiação Cósmica de Fundo feita pelos físicos norte-americanos Arno Allan Penzias e Robert Woodrow Wilson; e ainda os 50 anos dos trabalhos do físico chinês Charles Kuen Kao sobre o uso das fibras ópticas nas comunicações.

Na coluna de hoje, resolvi participar das celebrações do Ano Internacional da Luz escrevendo algo sobre a luz no contexto do Universo. Afinal, o nosso Universo é constituído por estrelas que são a principal fonte de luz. Para tanto, não encontrei algo mais didático do que o impressionante painel Universo em Evolução, desenvolvido pelo astrofísico brasileiro professor doutor Augusto Damineli com ilustração de Paulo R. F. Santiago.

O painel mostra a evolução do Universo desde o Big Bang, passando pela evolução da vida na Terra, até o futuro do nosso Sistema Solar, com a morte do nosso Sol. Mas, como nossa coluna está se referindo à luz, fiz um corte no painel para salientar apenas o surgimento da luz. O painel completo está em exposição permanente no Planetário Rubens de Azevedo, com visitação gratuita, fixado no teto do Espaço Mix do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

A figura acima ilustra duas fases: a fase dominada por luz e partículas, que durou cerca de 400 mil anos, e a fase da formação dos astros e evolução química, que durou cerca de 5 bilhões de anos.

Na descrição do painel Evolução do Universo, na fase dominada por luz e partículas, Augusto Damineli escreve:

“É possível que existam outros universos. O nosso nasceu há 13,7 bilhões de anos, numa grande explosão, o Big Bang. Uma gotícula de energia pura, infinitamente quente e densa, entrou em expansão e esfriamento. Eras inteiras se sucederam em frações de segundos. As quatro forças se desacoplaram uma após outra e a expansão acelerou-se de forma inflacionária. A matéria e a antimatéria criavam-se e aniquilavam-se mutuamente em forma de luz, restando apenas 1 bilionésimo da matéria que existia. À idade de 3 minutos, 10% do hidrogênio havia se transformado em hélio. O universo era uma espécie de sopa uniforme, luminosa e “intransparente” (como uma lâmpada de gás). A luz não permitia a aglutinação da matéria. Aos 400 mil anos, a temperatura baixou para 3 mil graus e o plasma ficou neutro, em forma de átomos. O céu tornou-se transparente e escuro, como ainda é hoje.”

Na fase da formação dos astros e evolução química, o autor do painel explica:
“Comandadas pela gravidade da ‘matéria escura’, as tênues nuvens de gás condensam-se em ‘rios’ de matéria. Após 200 milhões de anos de escuridão (idade das trevas), formou-se a primeira geração de estrelas que reiluminaram o universo e aglutinaram-se em galáxias. O coração quente das estrelas passou a fundir os átomos menores em maiores. As grandes estrelas formaram o oxigênio, e as médias formaram o carbono e o nitrogênio. Aos 2 bilhões de anos, o universo já estava repleto desses átomos biogênicos. Aos 5 bilhões de anos, a tabela dos elementos químicos estava completa. Átomos começavam a ligar-se formando moléculas, sendo a água uma das mais abundantes e mais antigas. Há 4,56 bilhões de anos, na periferia da galáxia da Via Láctea, uma nuvem de gás e poeira condensou-se, formando uma pequena estrela, o Sol, rodeado por um carrossel de planetas. Entre eles, um (pequeno) planeta rochoso situado na zona de água líquida, a Terra.”

Vou encerrar nossa coluna com um texto do doutor Damineli, que faz parte das descrições do painel Evolução do Universo.

“Num universo em que os próprios astros são transitórios, a humanidade não é mais que um brevíssimo capítulo. Embora microscópica no tempo e no espaço, é ela, entretanto, quem conta esta grande história. Nós contemos o universo que nos contém.”

FONTE: JORNAL O POVO

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Cientistas dizem que o Universo está morrendo


O Universo está morrendo pouco a pouco, segundo uma equipe internacional de cientistas, concluindo que a energia produzida atualmente por 200 mil galáxias é duas vezes menor que há dois bilhões de anos. Os pesquisadores realizaram as medições mais precisas da energia já realizadas até agora numa ampla zona do espaço sideral. A energia emitida se dividiu em dois nos mais recentes dois bilhões de anos e não para de cair, concluíram.

“A partir de agora, o Universo está fadado ao declínio”, explicou na cidade de Crawley, Simon Driver, integrante do Centro Internacional de Pesquisas Radioastronômicas (Icrar) da Austrália, que participou do projeto. “O Universo estirou-se no sofá, cobriu-se com uma manta e se prepara para um sono eterno”, diz.

Os pesquisadores utilizaram sete dos radiotelescópios mais potentes do mundo para observar durante oito anos galáxias em 21 longitudes de onda diferentes, como as infravermelhas ou as ultravioletas, no âmbito do estudo Gama. O estudo é resultado da colaboração de uma centena de cientistas de mais de 30 universidades australianas, europeias e norte-americanas.

Grande parte da energia que circula através do Universo foi gerada depois do Bigue-Bangue, a explosão criadora do Cosmo. Mas, também há liberação constante da energia nova graças à fusão termonuclear das estrelas. “Esta energia nova ou é absorvida pela poeira ou viaja até que se choca em algo como uma estrela, um planeta”, afirmou Driver. Os pesquisadores sabem há tempos que o ritmo de criação de estrelas no Universo está em declínio.

As várias aplicações da energia nuclear




Você já imaginou comer uma fruta esterilizada por irradiação? Parou para pensar nos exames rotineiros do check-up, que também fazem uso de produtos radioativos? Dificilmente você acharia que a energia nuclear pode ser uma aliada no meio ambiente. Os elementos nucleares utilizados na área da indústria, agricultura e medicina são os radioisótopos, ou seja, isótopos (variantes dos elementos químicos), que emitem três tipos de radiação: partículas alfa e beta, e onda eletromagnética gama. Elas podem até atravessar a matéria ou serem absorvidas por ela, o que possibilita múltiplas aplicações.

Dependendo da energia que possuam, as radiações emitidas podem ser detectadas onde estiverem, através de aparelhos apropriados, denominados detectores de radiação. Dessa forma, o deslocamento de um radioisótopo pode ser acompanhado e seu percurso ou “caminho” ser “traçado” em um mapa local, que são os traçadores radioativos. “Ser radioativo não significa necessariamente que você tenha uma reação em cadeia (como acontece nos reatores nucleares). São processos que, em princípio, não estão ligados ao núcleo do átomo”, explica o coordenador do curso de Física da UFC, Carlos Alberto Santos.


Medicina

Na Medicina, a radiação pode ser usada na forma diagnóstica ou de tratamento. As radiografias (Raio X), mamografias e tomografias, por exemplo, utilizam material radioativo no equipamento. “São geradas ondas eletromagnéticas e cada onda tem uma velocidade, que é gerada pelo equipamento para fins específicos. Na tomografia, por exemplo, o paciente deita e a energia elétrica passa e joga raio no paciente. A máquina faz a imagem de como as estruturas do corpo absorvem mais aquela substância”, explica o presidente da Sociedade Cearense de Radiologia, Pablo Picasso. 

Mas há ainda exames onde o material radioativo (chamado de radiofármaco) é ingerido pelo paciente. “Nesse caso, a gente faz a imagem com o que esse material emite de radiação para a máquina”, destaca o especialista em Medicina Nuclear, Régis Nogueira. A diferença é que nesses tipos de exames (os mais comuns são as cintilografias óssea e do miocárdio) são estudadas as funções do corpo, quando na tomografia, por exemplo, o foco é a anatomia do corpo. O radiofármaco é dado por via oral ou venosa ao paciente, se distribui pelo corpo e a imagem é feita. Conforme Régis, a eliminação desse material se dá através da urina ou fezes. A energia gama é usada neste tipo de diagnóstico.

No tratamento de radioterapia, o princípio de utilização do radiofármaco é o mesmo da imagem, mas muda o radioisótopo. “As partículas têm mais poder de ionização. Na radioterapia, procura-se minimizar a radiação, usando-a apenas na área onde precisa atuar”, explica o especialista. Para que os efeitos sejam centralizados, cada paciente passa por um planejamento radioterápico, que evita a emissão de radiação para outros órgãos. O tratamento é possível através de aceleradores lineares, equipamentos que fornecem energia a feixes de partículas e possibilitam a concentração de energia em pequeno volume e em posições controladas da forma que precisa. 

SAIBA MAIS

Meia vida é o tempo que uma fonte radioativa leva para se apagar, que pode variar entre segundos ou bilhões de anos.
Em 1987, dois jovens catadores de materiais recicláveis abriram um aparelho de radioterapia em um prédio público abandonado no centro de Goiânia. A intenção era vender o chumbo e o metal, mas eles ignoraram que dentro do equipamento havia uma cápsula contendo césio-137, um metal radioativo. Em um ferro velho, a cápsula foi aberta e o material azul intenso que surgia contaminou quem ia ver o aparelho. O Cenen monitorou níveis de radioatividade em 112 mil pessoas.
Braquiterapia é um tipo de radioterapia que consiste na colocação de uma fonte de radiação dentro da área que necessita de tratamento.

Um terremoto de 8,9 pontos da escala Richter, em março de 2011, abalou a região de Tohoku, no Japão, e provocou uma tsunami. Os fenômenos danificaram a estrutura da Central Nuclear de Fukushima I, na cidade de Okuma, e provocaram o derretimento de três reatores nucleares. Foi o maior desastre nuclear desde o acidente de Chernobil, em 1986, na Ucrânia, quando uma explosão e um incêndio lançaram grande quantidade de partículas radiativas na atmosfera, provocando a morte de 31 pessoas e outros efeitos, como câncer e deformidades.

O que é feito do lixo nuclear?


“Sociedade sem energia normalmente não é uma sociedade bem desenvolvida”. A afirmação é do doutor em Engenharia Nuclear e professor do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Universidade de São Paulo (IPEN/USP), João Manoel Losada Moreira. Conforme ele, a energia nuclear como fonte de energia elétrica começou a ser utilizada de forma mais efetiva na década de 1960. Hoje, um dos seus maiores destaques é a não emissão de CO2 na atmosfera. Mas podem ser incluídas ainda, entre as vantagens, a grande disponibilidade de combustível (elementos radioativos), não depender de fatores climáticos e gerar pequena quantidade de resíduo.

“O volume de resíduos radioativos é pequeno em relação a uma fonte fóssil, como carvão ou gás natural, onde tudo que entra como matéria-prima é emitida para a atmosfera. Na nuclear, como é muita energia por unidade de massa, a quantidade emitida é pequena”, detalha o professor. Conforme ele, existem três tipos de rejeitos radioativos, de baixo, médio e alto níveis. O tempo de duração, que varia entre dezenas e milhares de anos, e o tipo de armazenagem os diferenciam e definirão quantidade e qualidade de barreiras de contatos. Os de alto nível podem durar entre 500 e até milhares de anos, enquanto os de médio têm duração de 300 anos e, os de baixo nível, cerca de 30 anos.

Para armazenar o lixo radiativo, o caminho é separá-lo ao máximo dos humanos. De acordo com João Manoel, o material é desidratado, misturado em uma matriz (cimento, por exemplo) que impeça qualquer reação química. Depois, há uma blindagem e ele é colocado em um tambor de ferro ou aço fundido.

A instalação, na maioria das vezes debaixo da terra, é uma das últimas barreiras. “Os de alto nível são colocados geralmente em uma área de montanha, que não tenha corpos aquáticos, com algumas galerias de rocha. Precisa monitorar, ver se não tem nenhum tipo de deterioração ou algum tipo de reação”. Resíduo, matriz, tambor, instalação, caverna, geosfera, biosfera, ser humano. Essa é a sequência de barreiras que, a depender do nível de resíduo, devem separar o lixo do contato com pessoas.

Reciclagem

O Brasil ainda não realiza, mas França, Japão e China já reciclam os rejeitos das usinas. “O combustível opera por um ano ou um ano e meio. A reciclagem poderia aproveitar 97,6% do material e armazenar apenas 2,4% (se for de nível médio)”, acrescenta. O fato de as usinas brasileiras ainda não reciclarem, diz ele, deve-se a uma “falta de decisão”. “Só temos dois reatores, então talvez, por enquanto, seja mais fácil guardar”. 

De acordo com João, os Estados Unidos não reciclam, com a intenção de guardar o material e usá-lo para fins bélicos. “Toda a questão de salvaguarda internacional são sobre estas matérias”, avalia. Os franceses possuem 58 reatores, os americanos têm cerca de 100 e estão construindo mais cinco. “Cerca de 70 reatores estão sendo construídos atualmente no mundo”.

“O volume de resíduos radioativos é pequeno em relação a uma fonte fóssil, como carvão ou gás natural, onde tudo que entra como matéria-prima é emitida para a atmosfera. Na nuclear, como é muita energia por unidade de massa, a quantidade emitida é pequena”

FONTE: JORNAL O POVO

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Você tem que saber


BANGLADESH
TIGRE BENGALA EM EXTINÇÃO

A população de tigres de Bengala diminui a um ritmo alarmante nos Sundarbans, a maior floresta de manguezal do mundo, em Bangladesh, segundo estudo publicado na última semana. Enquanto 440 exemplares da espécie foram contabilizados em 2004 neste ecossistema excepcional, inscrito no patrimônio mundial pela Unesco, os grandes felinos na realidade são apenas uma centena, afirmou Tapan Kumar Dey, responsável pela proteção da fauna e da flora do governo. Depois de um ano de observação, contaram entre 83 e 130. (AFP).

SAÚDE
O RISCO DE VACINAS DEFEITUOSAS

Vacinas defeituosas ou “permeáveis” poderiam gerar vírus ainda mais poderosos - é o que diz estudo realizado em aves que levanta preocupações sobre o desenvolvimento de algumas vacinas em seres humanos. Quando uma vacina funciona como deve, como a da varíola, da pólio e do sarampo, protege os vacinados e também previne a transmissão do vírus. Mas este novo estudo publicado na revista PLoS Biology, percebeu que as vacinas imperfeitas protegem as aves, mas permitem que o vírus sobreviva de forma mais prejudicial.”Permitem que os vírus virulentos continuem a evoluir”, disse um dos autores, Venugopal Nair, do Instituto de Pirbright, no Reino Unido. (AFP)

TRANSPLANTE
MENINO RECEBE DUAS MÃOS

Um menino de oito anos recebeu um duplo transplante de mãos - algo inédito no mundo para esta faixa etária - na última terça, em um hospital infantil da Filadélfia, anunciou a própria instituição. A equipe médica enxertou em Zion Harvey as duas mãos e os antebraços de um doador. Nascido em Baltimore, o menino perdeu as mãos e os pés em uma grave infecção, que também o obrigou a um transplante de rim. Zion caminha e consegue comer, escrever e até jogar videogame com o auxílio de próteses. Seu sonho agora é lançar uma bola com as novas mãos. O transplante contou uma equipe médica multidisciplinar de 40 pessoas. (AFP)

A era nuclear


Um momento na história, em 1945, quando a energia nuclear foi usada para bombardear as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Foi também quando se intensificaram as descobertas que mudariam o mundo, a sociedade, o futuro. Através de uma unidade, minúscula, que compõe as moléculas de todo e qualquer corpo existente no universo: o átomo. Iniciar guerras e exterminar populações. Mas também gerar energia elétrica, diminuir o aquecimento global, intensificar a ação de submarinos, rastrear o metabolismo de uma planta com fins farmacêuticos ou erradicar pragas de plantações. Sim, a fórmula de prótons (partículas com carga positiva) e nêutrons (partículas sem carga) em um núcleo, rodeado de elétrons (partículas com carga negativa), pode ter todos esses fins.

As aulas de Física e Química ensinam sobre esse poder da energia nuclear, que dá origem ao fenômeno de radiação. Como isto acontece: o núcleo do átomo de um elemento químico pesado (como o urânio) é quebrado em dois núcleos menores e atingido por um nêutron, num processo denominado de fissão nuclear. Uma reação em cadeia então começa, porque, além dos dois novos núcleos, surgiram também mais nêutrons, que podem atingir outros núcleos de átomos do urânio e isso, acontecendo de forma sucessiva, libera muito calor. Controlar- ou não - essa reação é o que vai diferenciar o uso pacífico ou bélico na energia atômica.

“Existem quatro forças fundamentais na natureza: a gravidade, o eletromagnetismo, a força fraca e a forte, que é chamada nuclear”, destaca o coordenador do curso de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), Carlos Alberto Santos. E essa força está mais presente no cotidiano da humanidade do que se imagina. A radiação emitida por alguns elementos – que pode vir na forma de partículas beta e alfa ou por onda eletromagnética gama (você também já ouviu falar sobre elas na escola)- já traz benefícios na medicina, indústria, meio ambiente... Em uma analogia mais simplificada: os raios nucleares vêm dentro do corpo, de objetos, da água, das plantas.

Atualmente, entre as mais intensas discussões mundiais estão o uso da energia nuclear para geração de energia elétrica, nas usinas nucleares, e a possibilidade de países usarem o material radioativo para a confecção de armas nucleares. A construção, funcionamento e, principalmente, a segurança dos conhecidos reatores nucleares (câmaras onde a reação de fissão é controlada para impulsionar turbinas e que serão responsáveis pela produção de energia) são alvos constantes de questionamentos, fruto de acidentes que já se transformaram em tragédias.

Na outra ponta dos debates, o perigo das bombas atômicas. Enquanto o mundo tenta assinar acordos onde haja comprometimento sobre o não uso de energia nuclear para destruir, países intensificam as tecnologias que tornam elementos radioativos cada vez mais potentes, não revelam onde o lixo atômico (e perigoso) está sendo depositado. Há perigo. Mas, entre as utilizações da energia gerada no núcleo dos átomos, está o benefício à sociedade, à economia, à saúde. O Ciência&Saúde detalhará essa fonte, crescente, revolucionária e polêmica.

Plutão - Chegada de nave abre campo de exploração

Nasa registrou imagem da maior lua de Plutão, a Charon

Classificado como planeta anão em 2006, Plutão seguia inexplorado pela Ciência, mas depois de histórica viagem de nove anos e uma distância percorrida de cinco bilhões de quilômetros, teve suas primeiras imagens em alta resolução reveladas na última semana. A nave espacial da Nasa, batizada de News Horizons - de 700 milhões de dólares e do tamanho de um piano -, passou apenas a 12.430 quilômetros da superfície. A sonda tirou fotografias com uma resolução de cerca de 100 metros por pixel e recolheu de Plutão e de suas cinco luas dados que devem demorar 16 meses para serem totalmente conhecidos. Desde 1989, uma nave não visitava um sistema planetário.

De acordo com John Grunsfeld, administrador adjunto da missão, conhecer detalhes sobre Plutão tem captado a atenção do público porque revela notícias sobre a origem da Terra e gera mais perguntas, como, por exemplo, se a vida extraterrestre é possível. “O sistema de Plutão é um fóssil dos primórdios do sistema solar. Agora sabemos de onde viemos. Isto abre um novo campo na exploração”, disse Grunsfeld.

Descobertas

As fotos da sonda revelam que o planeta anão tem uma superfície cheia de curiosidades: de uma imagem escura com forma de baleia até uma silhueta clara e brilhante que se parece com um coração - uma planície congelada sem crateras com cerca de 20 quilômetros. Também descobriram que Plutão é um pouco maior do que se pensava, com um raio de 1.185 quilômetros.
 
Plutão tem cordilheiras geladas em sua superfície, com montanhas de altitude de 3.400 metros. “A base que forma estas montanhas deve ser feita de H2O, de água-gelo”, explicou Alan Stern, principal cientista da missão. Existem outros tipos de gelo sobre a superfície de Plutão, formados a partir de nitrogênio, metano e monóxido de carbono. Mas “não é possível fazer montanhas a partir disso. Seria muito fraco”, explicou John Spencer, um dos cientistas do projeto.

A Nasa, agência espacial americana, também informou que Plutão é geologicamente ativo e contém áreas que, em termos astronômicos, são bastante jovens: talvez menos de 100 milhões de anos.

Nasa descobre planeta "primo mais velho" da Terra



Astrônomos que estão à procura de outro planeta Terra no Espaço encontraram um corpo celeste que pode ser o mais parecido até agora: um globo rochoso na órbita de uma estrela à distância correspondente entre a Terra e o Sol. Foi o que informou, em Washington, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), agência espacial dos Estados Unidos.

O planeta, distante cerca de 1.400 anos-luz da Terra, poderia oferecer uma ideia do que será o apocalíptico futuro da Terra, de acordo com os cientistas. Batizado de Kepler 452b, o corpo celeste foi detectado pelo telescópio espacial da Nasa orbitando a Terra, o Kepler, instrumento captando imagens minuciosas do céu em busca de outros mundos, desde 2009.

“O Kepler 452b está orbitando um primo próximo do Sol, mas que é 1,5 bilhão de anos mais velho”, declarou a Nasa em um comunicado. Além disso, essa estrela é 4% maior que o Sol e 10% mais brilhante. O planeta dá uma volta completa em torno de sua estrela em 385 dias e seu raio é 60% maior que o da Terra. Também há muitas possibilidades de que seja rochoso, apresenta uma atmosfera espessa e poderia ter água em estado líquido que facilite a existência de vida.

Se o planeta é rochoso, e os cientistas têm razões para acreditar que sim, poderia, então, estar em meio a um cenário terrível, já que o calor de sua estrela moribunda estaria evaporando os lagos e oceanos. “Se Kepler 542b é realmente um planeta rochoso, sua localização em relação a sua estrela poderia significar que está passando pela pior fase de efeito estufa de sua história climática”, declarou o astrônomo Doug Caldwell, representante na missão Kepler da instituição Pesquisa de Inteligência Extraterreste (Seti), cuja meta é buscar formas de vida fora da Terra.

“A crescente energia de seu sol envelhecido poderia estar aquecendo a superfície e evaporando qualquer oceano que exista. O vapor d’água poderia estar se perdendo do planeta para sempre”, acrescentou. Em conclusão, “Kepler 452b poderia estar experimentando agora o que sofrerá a Terra daqui a um bilhão de anos, à medida que o Sol envelheça e se torne mais brilhante”.

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