sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cientistas detectam ondas gravitacionais



"Detectamos as ondas gravitacionais, conseguimos!",
disse entre aplausos David Reitze, físico da Caltech

Em um marco para a física e a astronomia, cientistas de vários países anunciaram ontem ter detectado de forma direta as ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo que foram previstas por Albert Einstein em 1915.

“Detectamos as ondas gravitacionais, conseguimos!”, disse entre aplausos David Reitze, físico da Caltech (California Institute of Technology) e diretor do laboratório Ligo (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory).

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada em Washington.

As ondas foram detectadas em setembro do ano passado, após 50 anos de esforços, graças aos instrumentos do Ligo.

“Esta descoberta é o início de uma nova era; a era da astronomia das ondas gravitacionais já é uma realidade”, disse Gabriela González, porta-voz da equipe Ligo e professora de astrofísica na universidade estatal de Louisiana.

“Graças a esta descoberta, a humanidade embarca na maravilhosa exploração dos lugares mais extremos do Universo, onde se formam objetos e fenômenos pela deformação do espaço-tempo”, disse Kip Thorne, professor de física teórica na Caltech.

“Este passo marca o nascimento de um domínio inteiramente novo da astrofísica, comparável ao momento em que Galileu apontou pela primeira vez seu telescópio ao céu” no século XVII, disse France Cordova, diretora da Fundação Nacional Americana de Ciências (National Science Foundation), que financia o laboratório Ligo.

Dois buracos-negros se chocaram há 1,3 bilhão de anos. O cataclismo lançou estas ondas em todas as direções até que chegaram à Terra no dia 14 de setembro, onde foram captadas por instrumentos instalados nos Estados Unidos.

Esta descoberta foi feita em colaboração com equipes de investigação europeias, especialmente de França, Itália e Alemanha.

As ondas gravitacionais são produzidas por perturbações na trama do espaço-tempo pelos efeitos do deslocamento de um objeto de grande massa. Estas perturbações se deslocam na velocidade da luz em forma de ondas e nada as detêm.

Este fenômeno, previsto por Einstein há um século, costuma ser representado como a deformação que ocorre quando um peso repousa sobre uma rede. Neste caso, a rede representa no tecido do espaço-tempo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mundo Unifor 2015 - Fritjof Capra

Prof. Paulo César do Colégio Nossa Senhora das Graças ao lado do físico e cientista Frijot Capra.

Na segunda noite do Mundo Unifor (20), o físico e cientista austríaco Fritjof Capra subiu ao palco principal e ministrou a palestra magna “A Grande Síntese – Os complexos sistemas da vida das pessoas e das organizações", dentro da programação voltada ao Centro de Ciências da Comunicação e Gestão (CCG).


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Nasa anuncia descoberta de água em estado líquido em Marte


Cientistas encontraram água em estado líquido em Marte - informou a agência espacial americana, Nasa. “Marte não é o planeta seco e árido que pensávamos no passado que era”, afirmou Jim Green, diretor de ciências planetárias da Nasa, em coletiva de imprensa. “Sob certas circunstâncias, foi achada água líquida em Marte”, acrescentou.

As marcas escuras e estreitas, de cerca de 100 m de comprimento por 5 m largura, foram registradas pela sonda MRO em Marte
As marcas escuras e estreitas, de cerca de 100 m de comprimento
por 5 m largura, foram registradas pela sonda MRO em Marte

Há muito tempo os cientistas supõem que, em algum momento de sua história, o Planeta Vermelho teve água que, ao fluir, formou vales e canhões. “A coisa realmente interessante neste caso, é que nossa busca sobre este passado de Marte, e a possibilidade de existir vida por lá, foi realmente sobre procurar fósseis químicos de possíveis vidas passadas em Marte”, explicou o astronauta John Grunsfeld, que também é administrador associado da diretoria de missão científica da Nasa.

Com diversas missões para Marte já nos estágios de planejamento, a questão de se há vida no planeta é agora “um questionamento concreto, que poderemos responder”, disse Grunsfeld. A presença de água também vai tornar mais fácil o envio de missões tripuladas por seres humanos ao planeta vermelho, um objetivo que a Nasa tem para 2030. “Para sermos capazes de viver na superfície, os recursos estão lá”, afirmou Grunsfeld.

A água é “crítica”, disse, mas o planeta também oferece outros elementos-chave como nitrogênio, que pode ser usado para cultivar plantas em estufas, e os tipos de sais que podem ser usados para fazer combustível de foguete. Os especialistas acreditam que a presença de água em Marte mudou há três bilhões de anos devido a mudança climática. “Parece que quanto mais estudamos Marte, mais aprendemos sobre como a vida pode ser mantida e sobre onde há recursos para apoiar a vida no futuro”, afirmou Green. (Das Agências de Notícias)

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