quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Você tem que saber


BANGLADESH
TIGRE BENGALA EM EXTINÇÃO

A população de tigres de Bengala diminui a um ritmo alarmante nos Sundarbans, a maior floresta de manguezal do mundo, em Bangladesh, segundo estudo publicado na última semana. Enquanto 440 exemplares da espécie foram contabilizados em 2004 neste ecossistema excepcional, inscrito no patrimônio mundial pela Unesco, os grandes felinos na realidade são apenas uma centena, afirmou Tapan Kumar Dey, responsável pela proteção da fauna e da flora do governo. Depois de um ano de observação, contaram entre 83 e 130. (AFP).

SAÚDE
O RISCO DE VACINAS DEFEITUOSAS

Vacinas defeituosas ou “permeáveis” poderiam gerar vírus ainda mais poderosos - é o que diz estudo realizado em aves que levanta preocupações sobre o desenvolvimento de algumas vacinas em seres humanos. Quando uma vacina funciona como deve, como a da varíola, da pólio e do sarampo, protege os vacinados e também previne a transmissão do vírus. Mas este novo estudo publicado na revista PLoS Biology, percebeu que as vacinas imperfeitas protegem as aves, mas permitem que o vírus sobreviva de forma mais prejudicial.”Permitem que os vírus virulentos continuem a evoluir”, disse um dos autores, Venugopal Nair, do Instituto de Pirbright, no Reino Unido. (AFP)

TRANSPLANTE
MENINO RECEBE DUAS MÃOS

Um menino de oito anos recebeu um duplo transplante de mãos - algo inédito no mundo para esta faixa etária - na última terça, em um hospital infantil da Filadélfia, anunciou a própria instituição. A equipe médica enxertou em Zion Harvey as duas mãos e os antebraços de um doador. Nascido em Baltimore, o menino perdeu as mãos e os pés em uma grave infecção, que também o obrigou a um transplante de rim. Zion caminha e consegue comer, escrever e até jogar videogame com o auxílio de próteses. Seu sonho agora é lançar uma bola com as novas mãos. O transplante contou uma equipe médica multidisciplinar de 40 pessoas. (AFP)

A era nuclear


Um momento na história, em 1945, quando a energia nuclear foi usada para bombardear as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Foi também quando se intensificaram as descobertas que mudariam o mundo, a sociedade, o futuro. Através de uma unidade, minúscula, que compõe as moléculas de todo e qualquer corpo existente no universo: o átomo. Iniciar guerras e exterminar populações. Mas também gerar energia elétrica, diminuir o aquecimento global, intensificar a ação de submarinos, rastrear o metabolismo de uma planta com fins farmacêuticos ou erradicar pragas de plantações. Sim, a fórmula de prótons (partículas com carga positiva) e nêutrons (partículas sem carga) em um núcleo, rodeado de elétrons (partículas com carga negativa), pode ter todos esses fins.

As aulas de Física e Química ensinam sobre esse poder da energia nuclear, que dá origem ao fenômeno de radiação. Como isto acontece: o núcleo do átomo de um elemento químico pesado (como o urânio) é quebrado em dois núcleos menores e atingido por um nêutron, num processo denominado de fissão nuclear. Uma reação em cadeia então começa, porque, além dos dois novos núcleos, surgiram também mais nêutrons, que podem atingir outros núcleos de átomos do urânio e isso, acontecendo de forma sucessiva, libera muito calor. Controlar- ou não - essa reação é o que vai diferenciar o uso pacífico ou bélico na energia atômica.

“Existem quatro forças fundamentais na natureza: a gravidade, o eletromagnetismo, a força fraca e a forte, que é chamada nuclear”, destaca o coordenador do curso de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), Carlos Alberto Santos. E essa força está mais presente no cotidiano da humanidade do que se imagina. A radiação emitida por alguns elementos – que pode vir na forma de partículas beta e alfa ou por onda eletromagnética gama (você também já ouviu falar sobre elas na escola)- já traz benefícios na medicina, indústria, meio ambiente... Em uma analogia mais simplificada: os raios nucleares vêm dentro do corpo, de objetos, da água, das plantas.

Atualmente, entre as mais intensas discussões mundiais estão o uso da energia nuclear para geração de energia elétrica, nas usinas nucleares, e a possibilidade de países usarem o material radioativo para a confecção de armas nucleares. A construção, funcionamento e, principalmente, a segurança dos conhecidos reatores nucleares (câmaras onde a reação de fissão é controlada para impulsionar turbinas e que serão responsáveis pela produção de energia) são alvos constantes de questionamentos, fruto de acidentes que já se transformaram em tragédias.

Na outra ponta dos debates, o perigo das bombas atômicas. Enquanto o mundo tenta assinar acordos onde haja comprometimento sobre o não uso de energia nuclear para destruir, países intensificam as tecnologias que tornam elementos radioativos cada vez mais potentes, não revelam onde o lixo atômico (e perigoso) está sendo depositado. Há perigo. Mas, entre as utilizações da energia gerada no núcleo dos átomos, está o benefício à sociedade, à economia, à saúde. O Ciência&Saúde detalhará essa fonte, crescente, revolucionária e polêmica.

Plutão - Chegada de nave abre campo de exploração

Nasa registrou imagem da maior lua de Plutão, a Charon

Classificado como planeta anão em 2006, Plutão seguia inexplorado pela Ciência, mas depois de histórica viagem de nove anos e uma distância percorrida de cinco bilhões de quilômetros, teve suas primeiras imagens em alta resolução reveladas na última semana. A nave espacial da Nasa, batizada de News Horizons - de 700 milhões de dólares e do tamanho de um piano -, passou apenas a 12.430 quilômetros da superfície. A sonda tirou fotografias com uma resolução de cerca de 100 metros por pixel e recolheu de Plutão e de suas cinco luas dados que devem demorar 16 meses para serem totalmente conhecidos. Desde 1989, uma nave não visitava um sistema planetário.

De acordo com John Grunsfeld, administrador adjunto da missão, conhecer detalhes sobre Plutão tem captado a atenção do público porque revela notícias sobre a origem da Terra e gera mais perguntas, como, por exemplo, se a vida extraterrestre é possível. “O sistema de Plutão é um fóssil dos primórdios do sistema solar. Agora sabemos de onde viemos. Isto abre um novo campo na exploração”, disse Grunsfeld.

Descobertas

As fotos da sonda revelam que o planeta anão tem uma superfície cheia de curiosidades: de uma imagem escura com forma de baleia até uma silhueta clara e brilhante que se parece com um coração - uma planície congelada sem crateras com cerca de 20 quilômetros. Também descobriram que Plutão é um pouco maior do que se pensava, com um raio de 1.185 quilômetros.
 
Plutão tem cordilheiras geladas em sua superfície, com montanhas de altitude de 3.400 metros. “A base que forma estas montanhas deve ser feita de H2O, de água-gelo”, explicou Alan Stern, principal cientista da missão. Existem outros tipos de gelo sobre a superfície de Plutão, formados a partir de nitrogênio, metano e monóxido de carbono. Mas “não é possível fazer montanhas a partir disso. Seria muito fraco”, explicou John Spencer, um dos cientistas do projeto.

A Nasa, agência espacial americana, também informou que Plutão é geologicamente ativo e contém áreas que, em termos astronômicos, são bastante jovens: talvez menos de 100 milhões de anos.

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