quarta-feira, 26 de abril de 2017

Nave Cassini: Google faz homenagem à sonda da Nasa


O Google está fazendo uma homenagem a Nave Cassini que, após 20 anos registrando imagens de Saturno e suas luas, se prepara para encerrar a missão ao mergulhar no interior do gigante gasoso.

“Saturno, prepare-se para o seu close! Hoje, a sonda Cassini começa uma série de rusgas entre Saturno e seus anéis. Estas acrobacias cósmicas são parte do dramático ‘grande final’ da Cassini, um conjunto de órbitas oferecendo terráqueos um olhar sem precedentes no segundo maior planeta do nosso sistema solar”, publicou o Google.

“Ao mergulhar nessa fronteira fascinante, Cassini vai ajudar os cientistas a aprender mais sobre as origens, massa e idade dos anéis de Saturno, bem como os mistérios do interior do gigante gasoso. E, claro, haverá adições deslumbrantes para já impressionante da galeria de fotos da Cassini. Cassini recentemente revelou alguns segredos de Encélado, a lua gelada de Saturno – incluindo condições amigáveis para a vida! Quem sabe o que este explorador vai descobrir no capítulo final de sua missão?”.

“Cassini é um esforço conjunto da NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). A sonda começou sua jornada de 2,2 bilhões de milhas há 20 anos e está junto à Saturno desde 2004. Ainda este ano, a Cassini vai dizer adeus e se tornar parte de Saturno quando ela cair através da atmosfera do planeta. Mas, primeiro, ela tem alguns passeios espetaculares para fazer!”, fecha a nota.

Abaixo, você pode ver um rascunho do Doodle, feito pelo doodler Nate Swinehart, antes de sua produção final:


segunda-feira, 10 de abril de 2017

A origem da vida


Cerca de 4,2 bilhões de anos separam o pesquisador Dominic Papineau e microorganismos que morreram sobre rocha localizada no que atualmente é o sítio arqueológico de Nuvvuagittuq, no Canadá. O local de onde o cientista extraiu os microfósseis é rochoso, com temperatura amena e próximo às águas calmas de uma baía. O cenário em nada se parece com o ambiente submerso, cercado de fontes hidrotermais — de águas quentes e ricas em minerais —, onde os antigos seres viviam.

O que Papineau encontrou daqueles organismos se resume a uma porção de hematita — um tipo de “ferrugem” — ocupando espaço de um décimo de largura de um fio de cabelo. Apesar do tamanho, o material é suficiente para indicar os seres mais antigos já descobertos pelo homem — a espécie considerada mais complexa da cadeia de evolução da natureza. Além de terem estado no mesmo local, o pesquisador da Universidade College London e os micróbios têm em comum o fato de serem organismos vivos, constituídos essencialmente dos mesmos materiais, mesmo com bilhões de anos de diferença.

É olhando para a Terra, em busca dos elementos mais simples, que os cientistas dão o primeiro passo para explicar o Universo. A descoberta publicada em março na revista Nature indica que a vida surgiu aqui no início da formação do planeta — há 4,5 bilhões de anos. “Isso significa que a vida aparece muito cedo, rapidamente ela surge, o que indica que ela é muito simples para a natureza”, explicou Augusto Damineli, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAGUSP).

Ele explica que os elementos básicos para a formação da vida são carbono, hidrogênio, oxigênio, enxofre, nitrogênio e fósforo. “A vida aqui na Terra é formada pelo lixo, pelo que mais existe no Universo. Os elementos que dão origem à vida estão em todos os lugares. Só precisamos de um pouco de energia para derreter e manter a água”, disse. Conforme o professor, em algum momento da existência da maioria dos astros haverá água líquida, o desafio é mantê-la nesse estado.

De acordo com Damineli, a Terra está a uma distância ideal do Sol e tem núcleo aquecido, o que gera a deriva das placas tectônicas. Ele estima que há pelo menos quatro bilhões de planetas, só nesta galáxia, que são pequenos como a Terra e estão na zona de água líquida. “A vida não é um milagre, a vida é parte das coisas mais simples que tem na química e na geologia”, define.

Mesmo considerando a existência de milhares de estrelas semelhantes ao Sol, o professor Daniel Brito de Freitas, do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), considera que somente neste sistema há condições tão ideais para a formação da vida. Em artigo publicado no periódico The Astrophysical Journal, em fevereiro, ele analisou estrelas semelhantes ao Sol, em formação. “A ciência evidencia que, por enquanto, o Sol é único e especial. Para tirá-lo desse status deveríamos fazer novas observações e estudos”.

De acordo com o professor, vários fatores tornam o sistema solar especial. O Cinturão de Asteróides e Júpiter, que funcionam como escudo de proteção à Terra, são exemplos. “Nosso sistema é único porque tem uma quantidade enorme de elementos, quantidade enorme de planetas e isso é extremamente incomum”, disse. Segundo ele, os planetas funcionam como “vampiros” que sugam a rotação da estrela. No caso do sistema solar, o número de planetas, a disposição e o tamanho mantêm o campo magnético gerado pelo movimento de rotação. 

De acordo com Freitas, até agora, “nada foi encontrado” sobre vida fora da Terra.

O caminho, para ele, é superar o paradigma do modo como entendemos a vida.

“O cenário ainda é o mesmo de quatro décadas atrás, que é a vida ainda entendida no Universo como uma vida tipo a da Terra”, disse. Um dos caminhos pode ser a descoberta de vida mesmo na ausência de elementos considerados essenciais. “O que temos hoje é tentado expandir em laboratório o conceito de vida, para que a gente consiga encontrar condições diferentes das do nosso sistema e que nos faça procurar em outros locais”, explica.

IGOR CAVALCANTE

sexta-feira, 24 de março de 2017

Simulações em Física



Este é um link sobre um site de Portugal, facilmente entendível, sobre simulações em Física, totalmente gratuito que simula diversas áreas da Física. Vale a pena conferir!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...